Depois que comecei a assistir The Following, série na qual um serial killer assassina pessoas por seguir o pensamento de Poe, fiquei curiosa sobre como seria a vida e os costumes de tal autor. Chega a ser vergonhoso dizer que nunca li nada de Poe, mas pretendo mudar esta situação o quanto antes. Conhecido por suas histórias misteriosas e macabras, Edgar Allan Poe é considerado o inventor da ficção policial e contribuiu para a literatura nos EUA e ao redor do mundo.

Nascido em 1809, seu pai abandonou a sua família ainda quando o mesmo era um bebê, e sua mãe, que era atriz, precisou trabalhar para sustentar os dois. Por não ter com quem deixa-lo, Elizabeth, mãe de Edgar, o levava para assistir aos seus trabalhos no teatro.  Após o nascimento de sua irmã mais nova, sua mãe morreu e foi a partir deste fato que, segundo dizem, Poe começou a pensar que a morte era mais bonita que a vida, uma janela para a alma.

Sua vida inteira foi acompanhada pela morte. Depois que foi morar com outra família, a sua mãe adotiva morreu. Enquanto estava estudando, ele acabou se apaixonando pela mãe de uma de suas colegas que também chegou a falecer. E após se casar com sua prima, Virgínia, ela contraiu tuberculose, o que a levou até a morte. O que você faria se sua vida fosse como a Poe? Ele procurou abrigo no álcool, e tentou até se suicidar.

Outro fato que possivelmente contribuiu para a criação de seus escritos macabros foi ele ter frequentado uma escola na qual durante as aulas de matemática, ele calculava o tempo de vida dos mortos que foram enterrados no cemitério ao lado de sua escola. Nas de ginástica, sua turma precisava abrir as covas para os futuros mortos. Agora, imagine se isso não iria abalar o psicológico de uma criança?

E é por causa de tais curiosidades que não me assusta saber que os temas mais recorrentes do autor são a morte, a decomposição de corpos, a reanimação de mortos e, obviamente, o luto. Mas a principal diferença entre Poe e a maior parte dos autores de terror é que suas histórias são contadas por pessoas loucas, que sofrem de distúrbios psicológicos ou cometem atos infames.

Suas obras fazem parte do movimento romântico americano, e ele foi o primeiro autor que tentou ganhar a vida somente com os seus escritos, o que, pra falar a verdade, não deu muito certo. Ele acabou morrendo em 1849, com 40 anos, e a causa de sua morte nunca foi comprovada. No dia em que foi encontrado nas ruas, Poe não estava utilizando suas roupas e após ser levado ao hospital, nunca conseguiu estabelecer alguma frase coerente. Porém, muitos acreditam que a causa provável de sua morte teria sido a embriaguez, assim como a de vários famosos atualmente.

O trabalho de Poe é muito valorizado, estando presente na nossa cultura mundial. Ele é considerado um dos maiores autores de contos de terror de todos os tempos. A lista de suas obras é extensa, então deixo aqui uma matéria do Listas literárias para vocês conferirem os 7 livros de Poe para se ter na estante.

E aí, já conheciam este lado macabro da vida do autor? Beijos.


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O escritor e médico Khaled Hosseini nasceu em Cabul, capital do Afeganistão. Este é um país problemático, que foi invadido pela União Soviética e acabou sendo governado pelo Talibã, um regime fundamentalista e totalitário, de 1996 a 2001. Em seus livros, Khaled recupera, com a ajuda de sua imaginação, um pouco do que aconteceu historicamente naquele período.

Porém, Khaled Hosseini não permaneceu no Afeganistão. Por causa de seu pai, que era funcionário do Ministério do Exterior, sua família foi enviada para Teerã, no Irã. Após três anos, eles retornam ao Afeganistão, mas, logo após um golpe, eles se mudam para a França.

Enquanto eles estavam na França, os soviéticos conseguiram o controle do Afeganistão, por meio de um golpe cruel, portanto, a família Hosseini obteve asilo político nos EUA, sua última parada. Khaled Hosseini estudou na Universidade da Califórnia e até hoje, apesar do sucesso com seus livros, ele exerce a medicina, como clínico geral.

Atualmente, ele mora na Califórnia com sua esposa e dois filhos. Foi nos EUA que ele escreveu seu primeiro livro, O caçador de pipas, que se tornou um sucesso de vendas em pouco tempo. O livro possui como fundo histórico o final da década de 70, quando os soviéticos entraram no país, e logo saíram do poder para que um regime tão ruim quanto se erguesse, o Talibã.

Fotografia de Blog Detalhes
Ele possui somente dois livros lançados, mas ambos são sucessos internacionais. Em A cidade do sol, o autor mescla a história de duas mulheres em um país discriminatório, no qual as mulheres são inferiores aos homens. Nos dois livros, o autor apresenta histórias fortes que se passam em países com costumes diferentes dos nossos, geralmente mais antiquados, o que abala os leitores.

Já li os dois livros do autor e não consigo dizer qual é melhor do que qual. São ótimas histórias, mas que precisam ser lidas por pessoas com curiosidade e determinação, já que há muita violência e crueldade envolvida. Seus livros são bem recebidos pelo público, por possuírem personagens cativantes e enredos interessantes. Vamos conferir as sinopses?


Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela história, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a história continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do "todo humano", somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.

O caçador de pipas é considerado um dos maiores sucessos da literatura mundial dos últimos tempos. Este romance conta a história da amizade de Amir e Hassan, dois meninos quase da mesma idade, que vivem vidas muito diferentes no Afeganistão da década de 1970. Amir é rico e bem-nascido, um pouco covarde, e sempre em busca da aprovação de seu próprio pai. Hassan, que não sabe ler nem escrever, é conhecido por coragem e bondade. Os dois, no entanto, são loucos por histórias antigas de grandes guerreiros, filmes de caubói americanos e pipas. E é justamente durante um campeonato de pipas, no inverno de 1975, que Hassan dá a Amir a chance de ser um grande homem, mas ele não enxerga sua redenção. Após desperdiçar a última chance, Amir vai para os Estados Unidos, fugindo da invasão soviética ao Afeganistão, mas vinte anos depois Hassan e a pipa azul o fazem voltar à sua terra natal para acertar contas com o passado.
 Você já leu algum livro do autor? Possui curiosidade?


Lendo o escritor
C.S.Lewis
Até a mais nova geração conhece o mundo criado por C.S. Lewis, mesmo que seja através das telonas. Clive Staples Lewis nasceu na Irlanda e faleceu com 64 anos, na Inglaterra. Além de seus trabalhos acadêmicos, ele é famosíssimo por sua série de livros infanto-juvenis, denominada As Crônicas de Nárnia. Porém, no mundo acadêmico, ele tornou-se internacionalmente conhecido por várias obras sobre literatura medieval e, principalmente, sobre o cristianismo.

Desde pequeno, Clive adorava a leitura. Passou sua infância em meio dos livros da biblioteca particular de sua família e, após a morte de sua mãe, quando ele tinha apenas dez anos, isolou-se ainda mais dos garotos de sua idade, refugiando-se com os livros e criando um mundo cheio de fantasia para si.

Lewis participou do exército irlandês durante a primeira guerra mundial. Lá, ele construiu uma forte amizade com Paddy Moore, outro soldado irlandês, e ambos prometeram que, caso algum deles viesse a falecer durante a guerra, o outro cuidaria da família do falecido. Moore faleceu e, após a guerra, Lewis procurou Janie Moore, mãe de Paddy, com quem viveu em várias casas, até a morte desta.

Influenciador de várias personagens importantes no cenário mundial, C.S. Lewis é notabilizado por uma inteligência incomum, e por um estilo espirituoso e imaginativo. Seus livros foram lidos por vários presidentes americanos que, inclusive, citaram seus pensamentos e reflexões nos discursos. Margaret Thatcher, a conhecida Dama de Ferro e ex-primeira-ministra do Reino Unido, também leu seus escritos.

Lewis foi amigo íntimo de Tolkien, criador de O Senhor dos Anéis, que futuramente também aparecerá aqui no blog. Ambos tiveram bastante sucesso com suas obras e estavam planejando escrever um livro em conjunto sobre a linguagem, porém o mesmo nunca chegou a ser publicado.

As Crônicas de Nárnia
Para os leigos em teologia, digamos assim, as obras mais interessantes de Lewis são os sete livros que compõem As Crônicas de Nárnia. Nárnia é um mundo encantado, um local no qual os animais são falantes, a magia é algo normal e as guerras entre o bem e o mal também o são. Nos livros, crianças de nosso mundo são transportadas para Nárnia a fim de serem ajudadas por Aslam, o leão criador deste lugar tão incrível.

Há alguma polêmica em torno desta série. Em que ordem ler os livros, por exemplo. A ordem de publicação e a ordem cronológica são diferentes, porém, em minha opinião, acredito que o correto é ler pela ordem na qual os livros foram escritos por Lewis. Outro fato que gera dúvidas e, para algumas pessoas já é certeza, é que os livros contêm ensinamentos cristãos. Muitas são as características encontradas tanto na série quanto na bíblia cristã, porém o autor se considerou, durante um longo tempo, ateu. E agora?

Confira a lista completa de obras do autor em http://migre.me/cP2Ez.

As informações contidas nesta postagem são encontradas em enciclopédias online e sites oficiais.


Lendo o escritor
Quando eu leio vários livros do mesmo autor, e gosto da maior parte, é complicado não se tornar fã dele. Escrevendo uma resenha sobre determinado livro de um autor do qual sou fã, me veio à mente que, ás vezes, tenho vontade de escrever mais do que resenhas. Tenho vontade de escrever sobre os autores. Portanto, abri este espaço no blog para compartilhar com vocês algo sobre os autores que leio.

Zafón


Decidi estrear tal coluna escrevendo sobre Carlos Ruiz Zafón. Comecei a ler Zafón através de A Sombra do Vento, que me foi recomendado por um colega na escola. A trama, que possui um clima sombrio, é repleta de mistérios e foi uma das leituras mais prazerosas que já tive. Até hoje, após ler os quatro livros do autor lançados aqui, é o meu predileto do mesmo.

Zafón iniciou sua carreira literária em 1993, quando tinha 29 anos, escrevendo El Príncipe de la Niebla, que recebeu o prêmio Edebé de literatura. Este é o primeiro volume de uma trilogia, denominada de La trilogia de la Niebla, que ainda não foi lançada aqui no Brasil. É destinada para um público mais jovem, assim como Marina.

As suas obras foram publicadas em mais de quarenta idiomas, e conquistaram milhões de leitores mundo a fora. Por causa delas, Zafón tornou-se uns dos mais bem sucedidos escritores contemporâneos espanhóis. Um prestígio merecido, já que seus livros são ótimos suspenses. Atualmente, Zafón mora em Los Angeles, onde escreve para jornais.

Todos os volumes lançados no Brasil foram feitos pela editora Suma de Letras e, felizmente, traduzidos por Eliana Aguiar. Acredito que manter um mesmo tradutor para todas as obras de um autor é algo extremamente importante e que gera maior aceitação por parte dos leitores. Lembro-me de uma vez em que li uma série onde somente o último volume foi traduzido por um tradutor diferente, o resultado foi desastroso, já que eu estava acostumada e gostava da tradução inicial.

Meus livros do Zafón
Inspirado em Charles Dickens, Zafón transforma sua cidade natal, Barcelona, em uma cidade sombria e cheia de mistérios. É neste cenário que ele ambienta a trilogia do Cemitério dos livros esquecidos, que já vendeu 20 milhões de cópias em mais de 40 países. Na fotografia, há dois dos volumes desta trilogia, que pode ser lida em qualquer ordem, sem alterar a compreensão dos fatos.

Algo interessante deste elo entre Carlos Ruiz Zafón e sua querida Barcelona, é que ele está baseado também em dragões. Nascido em 1964, o ano do dragão, Zafón afirma simpatizar com estes animais sobrenaturais que são encontrados largamente nas fachadas das casas em Barcelona. Ele diz que Barcelona é a cidade dos dragões e teme que seja igual a eles. Zafón acredita ser uma criatura noturna, que gosta da escuridão, um alguém não muito sociável e difícil de conhecer.

Mas, contrariando a afirmação de ser difícil de conhecer, uma de suas frases preferidas é “lo que escribes es lo que más se te parece”. Portanto, quem já leu algo de Zafón, pode ter uma ideia de que tipo de pessoa o mesmo é. Bem, a média de notas entre seus livros lançados no Brasil no Skoob é de 4,4, sendo que a nota máxima é 5. Então, recomendo que você se presenteie com um livro do autor, se ainda não leu nada do mesmo. Apaixone-se por uma Barcelona sombria e seus mistérios.

Obras


Livros avulsos
Marina

O Cemitério dos Livros Perdidos
A Sombra do Vento
O Prisioneiro do Céu

La Trilogía de la Niebla
El Príncipe de la Niebla
El Palacio de la Medinoche
Las Luces de Semptiembre

sobre o autor
Alana Homrich Alana Homrich que, com dezesseis anos, criou o blog Acompanhada pelos Livros. Um novo hobby para compartilhar suas opiniões acerca dos assuntos relacionados à literatura. Está passando por uma fase de mudança total em sua rotina.