Lendo o escritor
Quando eu leio vários livros do mesmo autor, e gosto da maior parte, é complicado não se tornar fã dele. Escrevendo uma resenha sobre determinado livro de um autor do qual sou fã, me veio à mente que, ás vezes, tenho vontade de escrever mais do que resenhas. Tenho vontade de escrever sobre os autores. Portanto, abri este espaço no blog para compartilhar com vocês algo sobre os autores que leio.

Zafón


Decidi estrear tal coluna escrevendo sobre Carlos Ruiz Zafón. Comecei a ler Zafón através de A Sombra do Vento, que me foi recomendado por um colega na escola. A trama, que possui um clima sombrio, é repleta de mistérios e foi uma das leituras mais prazerosas que já tive. Até hoje, após ler os quatro livros do autor lançados aqui, é o meu predileto do mesmo.

Zafón iniciou sua carreira literária em 1993, quando tinha 29 anos, escrevendo El Príncipe de la Niebla, que recebeu o prêmio Edebé de literatura. Este é o primeiro volume de uma trilogia, denominada de La trilogia de la Niebla, que ainda não foi lançada aqui no Brasil. É destinada para um público mais jovem, assim como Marina.

As suas obras foram publicadas em mais de quarenta idiomas, e conquistaram milhões de leitores mundo a fora. Por causa delas, Zafón tornou-se uns dos mais bem sucedidos escritores contemporâneos espanhóis. Um prestígio merecido, já que seus livros são ótimos suspenses. Atualmente, Zafón mora em Los Angeles, onde escreve para jornais.

Todos os volumes lançados no Brasil foram feitos pela editora Suma de Letras e, felizmente, traduzidos por Eliana Aguiar. Acredito que manter um mesmo tradutor para todas as obras de um autor é algo extremamente importante e que gera maior aceitação por parte dos leitores. Lembro-me de uma vez em que li uma série onde somente o último volume foi traduzido por um tradutor diferente, o resultado foi desastroso, já que eu estava acostumada e gostava da tradução inicial.

Meus livros do Zafón
Inspirado em Charles Dickens, Zafón transforma sua cidade natal, Barcelona, em uma cidade sombria e cheia de mistérios. É neste cenário que ele ambienta a trilogia do Cemitério dos livros esquecidos, que já vendeu 20 milhões de cópias em mais de 40 países. Na fotografia, há dois dos volumes desta trilogia, que pode ser lida em qualquer ordem, sem alterar a compreensão dos fatos.

Algo interessante deste elo entre Carlos Ruiz Zafón e sua querida Barcelona, é que ele está baseado também em dragões. Nascido em 1964, o ano do dragão, Zafón afirma simpatizar com estes animais sobrenaturais que são encontrados largamente nas fachadas das casas em Barcelona. Ele diz que Barcelona é a cidade dos dragões e teme que seja igual a eles. Zafón acredita ser uma criatura noturna, que gosta da escuridão, um alguém não muito sociável e difícil de conhecer.

Mas, contrariando a afirmação de ser difícil de conhecer, uma de suas frases preferidas é “lo que escribes es lo que más se te parece”. Portanto, quem já leu algo de Zafón, pode ter uma ideia de que tipo de pessoa o mesmo é. Bem, a média de notas entre seus livros lançados no Brasil no Skoob é de 4,4, sendo que a nota máxima é 5. Então, recomendo que você se presenteie com um livro do autor, se ainda não leu nada do mesmo. Apaixone-se por uma Barcelona sombria e seus mistérios.

Obras


Livros avulsos
Marina

O Cemitério dos Livros Perdidos
A Sombra do Vento
O Prisioneiro do Céu

La Trilogía de la Niebla
El Príncipe de la Niebla
El Palacio de la Medinoche
Las Luces de Semptiembre

sobre o autor
Alana Homrich Alana Homrich que, com dezesseis anos, criou o blog Acompanhada pelos Livros. Um novo hobby para compartilhar suas opiniões acerca dos assuntos relacionados à literatura. Está passando por uma fase de mudança total em sua rotina.