KINSELLA, Sophie. Fiquei com o seu número. Editora Record, 2012. 464 páginas.

Como o mês de fevereiro é o mês da comédia para o desafio literário de 2013, hoje trago mais uma resenha de um livro que me fez rir muito! Fiquei com o seu número é o primeiro livro que leio da autora e me deixou com expectativas positivas sobre os outros.

Poppy Wyatt está vivendo um dos melhores momentos de sua vida. Ela é noiva de um acadêmico brilhante, Magnus Tavish e, apesar de estar intimidada com tanta inteligência ao seu redor, afinal os pais de Magnus também são professores incríveis, ela está fazendo o possível para se integrar em sua futura família.

Porém, em um chá elegante com suas amigas, Poppy acaba perdendo seu anel de noivado, uma esmeralda lindíssima que está na família de seu noivo há três gerações. Ela fica praticamente maluca atrás do anel, e sai procurando por todos os cantos, perguntando para suas amigas e funcionários, e, quando finalmente precisa ir embora, deixa o seu número com todos para avisarem-na caso encontrem o anel.
Não. Nada de surtar, Poppy. Continua otimista. Só preciso pensar na situação por um ângulo diferente. Como... O que Poirot faria? Poirot não correria de um lado para o outro em pânico.
Totalmente abalada por causa do anel, ela não percebe quando um ciclista passa por ela na frente do hotel e rouba seu celular. Agora Poppy está ainda mais nervosa, pois, além de perder o anel de família, não tem um número para que as pessoas liguem caso achem o anel.
Meu instinto é mandar uma mensagem de texto para alguém dizendo: “Ai, meu Deus, perdi meu celular”. Mas como posso fazer isso sem um maldito celular?
Felizmente, ao voltar para o hotel ela encontra um, funcionando perfeitamente bem, na lixeira. Apesar de achar errado, o celular estava na lixeira, então uma pessoa o colocou lá por espontânea vontade, e ela realmente estava precisando de um celular naquele momento. Com os nervos um pouco melhores, ela logo começa a distribuir o novo número para o pessoal do hotel, e para suas amigas também.

A vida de Poppy já está um caos, mas ainda vai piorar! Acontece que o celular é de uma empresa, a White Globe, e Sam Roxton, um dos sócios da empresa, liga para o número em procura da sua assistente. Poppy atende o celular e afirma que o encontrou no lixo, mas Sam precisa do celular de volta. Ela explica a sua história e insiste tanto que ele acaba emprestando o celular para ela até que a mesma ache o anel novamente; mas com uma condição: ela precisa encaminhar todos os e-mails destinados a Sam que chegam ao celular. E é assim, que os planos de Poppy mudarão totalmente.

A escrita da autora é muito leve, a trama é divertidíssima e a protagonista é muito engraçada. O livro é narrado em primeira pessoa e Poppy acrescenta várias notas de rodapé desnecessárias, que fornece uma quebra na leitura do texto e que nos faz rir ainda mais. É como um bônus.

O final não é tão surpreendente, mas é original. Sophie Kinsella é como Meg Cabot, mas possui uma escrita ainda mais deliciosa e Fiquei com o seu número é um pouco mais maduro do que os livros que já li da Meg. Bem, só posso deixar aqui a minha recomendação, pois este é um chick-lit maravilhoso.


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SHELDON, Sidney. Quem tem medo de escuro?. Record. 2004. 378p.

Sinopse: Em Nova York, Denver, Paris e Berlim, quatro pessoas morrem em circunstâncias diferentes. Há apenas uma ligação entre elas: todas trabalhavam para o KIG, o Kingsley International Group, importante empresa de pesquisa de alta tecnologia, envolvida em estratégia militar, telecomunicações e questões ambientais. Logo percebe-se que as mortes não foram acidentais. E as viúvas de duas das vítimas, Diane e Kelly, passam a ser alvo de sucessivas tentativas de assassinato. Apavoradas, suspeitando uma da outra e armadas apenas de suas inteligências, tornam-se aliadas em um jogo mortal, no qual apostam as próprias vidas para descobrir a verdade. À medida que chegam ao fundo do mistério, começam a desvendar os segredos aterrorizantes que o KIG luta para ocultar. E percebem estar no meio de uma trama diabólica que pode afetar todo o destino do planeta. No estilo cativante que conquistou mais de 300 milhões de leitores em todo o mundo, Sidney Sheldon conta uma história nova cheia de suspense e com personagens inesquecíveis. Um grande romance de um dos melhores e mais populares autores de nosso tempo.

A historia gira entorno do mistério com a morte de quatro empregados de uma grande empresa de pesquisa de alta tecnologia, envolvida em estratégia militar, telecomunicações e questões ambientais, a KIG. Mas a questão é: essas mortes foram acidentes ou eles foram assassinados?
Diane e Kelly, viúvas de duas vitimas, passam a ser perseguidas, e quase são assassinadas várias vezes. Uma não confia na outra, mas elas não tem para onde correr, elas tem que se juntar para conseguir sobreviver. As duas se aliam para descobrir a verdade, mesmo que seja a ultima coisa feita na vida delas, e cada vez que descobrem algo, elas vão correndo mais riscos. Usando apenas a inteligencia, as duas vivem aventuras e descobertas que podem mudar o futuro de muita gente.

Olhando pra capa, até parece um conto de terror, mas não é, esse livro é uma mistura de ação, mistério, aventura, e um pouco mais. Eu sou fascinada pelas obras do Sidney Sheldon, a maneira que ele escreve é perfeita, e nesse livro não foi diferente. A maneira que ele impõe a força feminina, mesmo não sendo braçal, a descrição dos personagens, tudo deixa a historia interessante e prende o leitor em todos os momentos. Na minha opinião, todos que amam a leitura deveriam ler as obras de Sidney Sheldon, porque elas são bem mais que livros!

Nota: 

sobre o autor
Eduarda Galvão Eduarda Galvão, 16 anos, Brasília. Cheia de esquisitices e manias. Apaixonada por livros e personagens. Louca por filmes e séries. Com mania de colecionar livros, canecas e amores..